Com 11,4 mil de desempregados no Brasil, uma área sente falta de profissionais

Com 11,4 mil de desempregados no Brasil, uma área sente falta de profissionais

26 de julho de 2016
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Salários partem de R$ 3.100 e chegam até R$ 55.000 em 2016, de acordo com pesquisa; conheça os requisitos para ser um profissional da área

22023_2_LSÃO PAULO – De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE, há cerca de 11,4 milhões de desempregados no Brasil. As projeções apontam que o número deve subir para 14 milhões até o final do ano. Mesmo assim, a área de Tecnologia passa por um problema de escassez de profissionais.

Com projeção de 12% de desocupação para o fim do ano, um estudo da consultoria IDC Brasil divulgou que o setor de TI deve crescer 2,6%, o que comprova a boa fase do segmento. De acordo com um estudo da instituição Impacta, os salários para a área vão de R$ 3.100 até R$ 55.000.

O diretor da E-storage, Eduardo Guimarães, acredita que o mercado nunca esteve abaixo do que se espera e a tendência é um crescimento acelerado, pelo menos para o momento. E ele ainda vê dificuldades em contratar para a área.

“Nosso maior problema é fazer as pessoas compreenderem que o perfil do profissional não é o mesmo faz tempo, e que eles têm que se capacitar levando isso em consideração. Uma das profissões que mais cresce é o do gerente e coordenador de infraestrutura de TI e esse é um bom caminho para quem quer começar”, diz o executivo.

O cargo de coordenação é responsável por gestão, implantação, execução, fiscalização e transformação das soluções tecnológicas, liderando equipes, dimensionando resultados e buscando melhorias para o desenvolvimento do setor. Segundo a Impacta, os salários para quem o exerce vão de R$ 5.100 até R$ 10.000.

De acordo com o executivo da E-storage, há algumas características essenciais na busca por profissionais para exercer a função. “Esse cara deve ser estratégico, comunicativo e bastante corajoso para inovar sem medo de errar. Além disso, precisa ser um profissional paciente para redesenhar processos e reiniciar soluções quantas vezes for preciso até chegar ao resultado esperado”, comenta.

Quem executa a função é formado em Análise de Sistemas, Ciência da Computação ou Tecnologia ou Sistemas da Informação. Guimarães ressalta que a “capacidade empreendedora” é diferencial.